Realizada de 11 a 13 de abril, a 4ª Expoforest – Feira Florestal Brasileira reuniu 240 expositores e 30 mil visitantes em um dos maiores e mais dinâmicos eventos florestais do mundo em 2018.

Dia 11 de abril. Sete e meia da manhã. A poeira começou a subir nas estradas que levam ao coração de uma floresta de 200 hectares de eucalipto clonal, pertencentes à International Paper. Em seus carros, picapes, caminhonetes, ônibus e vans, os florestais foram chegando. Eram professores, estudantes e pesquisadores das principais instituições de pesquisa florestal do país. Eram profissionais, gerentes, diretores e gestores das maiores empresas de base florestal e fabricantes de máquinas e equipamentos do Brasil e do mundo.

Sob o calor do sol da manhã e a sombra dos eucaliptos, os visitantes encontraram, já no estacionamento, enormes máquinas florestais da John Deere, Komatsu Forest, Tigercat e Ponsse, fornecendo desde a entrada um vislumbre do lema Extreme, que é a alma do evento – e do próprio setor florestal.

Voltando os olhos para a entrada da feira, os presentes se depararam com os enormes “portões” de toras de madeira empilhadas. Na área além do portal, 240 empresas expositoras os aguardavam em seus estandes para apresentar as mais modernas tecnologias para produção de madeira de florestas plantadas.

Enquanto aguardavam pela abertura da feira, os profissionais tiravam fotos entre as enormes máquinas, pneus e cabeçotes em exibição, e foram estremecidos por um barulho que veio do ar: um avião amarelo, reluzindo sob o sol, sobrevoou a floresta, realizando aplicação de herbicidas na primeira das dezenas de demonstrações dinâmicas da feira.

Às 8h45, teve início a solenidade de abertura, que celebrou a força e a união do setor florestal brasileiro. Por fim, após ser plantada a muda inaugural da feira em frente ao estande da International Paper, os portões foram abertos e começou o fluxo de visitantes, que não cessou durante os três dias de evento.

Era chegada a hora de vivenciar o espírito Extreme da 4ª Expoforest, a Feira Florestal Brasileira.

 

CERIMÔNIA DE ABERTURA

Os portões da Feira Florestal Brasileira foram abertos logo após a cerimônia de abertura do evento, que discutiu a importância, o crescimento e potencial do setor florestal brasileiro.

“O setor florestal necessita de um local onde possam ser demonstradas as mais modernas tecnologias, insumos e conhecimento produzido no segmento. As novas florestas, sejam de expansão ou de reformas, devem certamente ser implantadas com tecnologia de ponta – e muitas das técnicas a serem usadas com certeza estão aqui, apresentadas nesta feira”, declarou Jorge R. Malinovski, diretor geral da Malinovski, empresa organizadora da Expoforest.

Participaram da cerimônia João Salomão, Coordenador Geral de Florestas e Assuntos da Pecuária do MAPA; Adolfo Benedetti Neto, assessor da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, representando Rubens Naman Rizek Jr, Secretário em Exercício de Estado da Agricultura e Abastecimento de São Paulo; Edson Tadeu Iede, Chefe Geral da Embrapa Florestas; Edmilson Rodrigues, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Serviços de Ribeirão Preto, representando o prefeito Duarte Nogueira; Rodrigo Davoli, presidente da International Paper América Latina (IP Latam), Leandro Luciano dos Santos, prefeito de Santa Rita do Passa Quatro; e Maurício Brusadin, Secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo

.

 

A floresta do amanhã

Se os eventos técnicos da 4ª Semana Florestal Brasileira abordaram as principais tecnologias emergentes e tendências para o futuro da silvicultura, colheita e transporte de madeira no setor de florestas plantadas, a Expoforest foi o local onde esse futuro pôde ser testemunhado em primeira mão.

As 240 empresas expositoras da edição 2018 englobaram todas as principais áreas da cadeia produtiva florestal, como silvicultura, insumos, colheita, transporte, tecnologia, biomassa e processamento de madeira, levando seus produtos, serviços e soluções aos visitantes em demonstrações estáticas e dinâmicas.

Durante a feira, os visitantes puderam conferir as novidades nas áreas de atuação dos expositores, que são diversas e incluem fertilizantes, seguros florestais, garras, caminhões e fueiros, serras, herbicidas e fungicidas, drones e VANTs, pneus florestais, softwares de gestão, estações meteorológicas, cabeçotes e implementos, veículos off-road, iscas formicidas, tubetes, sistemas hidráulicos, EPIs, soluções para detecção de incêndios florestais, válvulas e conexões, tecnologias para viveiros florestais e produção de sementes, pulverizadores, máquinas para silvicultura mecanizada, sistemas de telemetria, picadores, trituradores e tecnologias para biomassa florestal – e muito mais.

Com base nos lançamentos e novidades apresentados na feira (e o conhecimento discutido nos eventos técnicos), é possível vislumbrar como serão as florestas plantadas do amanhã: melhoramento genético avançado em diversas espécies alternativas ao eucalipto e pinus, inclusive no mercado de madeiras nobres; silvicultura mecanizada, do preparo de solo ao plantio, com planejamento integrado à colheita;  talhões 100% georreferenciados e mapeados com LiDAR e VANTs munidos de câmeras multiespectrais e softwares avançados; colheita de madeira automatizada; uso ferramentas de Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), machine learning, Big Data e Analytics, com plataformas de gestão inteligentes e integradas; florestas seguradas, certificadas e monitoradas, com grandes ganhos em produtividade, sustentabilidade (ambiental, social e econômica) e segurança.

A seguir, confira uma pequena parte das principais inovações apresentadas da Expoforest, passando por diversas áreas da cadeia produtiva florestal – do silvicultura mecanizada às novas moléculas para controle de matocompetição.

 

Inovações em máquinas para colheita

Em toda feira florestal mundial, o lançamento e a apresentação de máquinas, implementos e equipamentos purpose-built (especificamente projetados para a atividade florestal) são sempre um dos grandes atrativos para os visitantes, principalmente para os representantes de grandes empresas de base florestal.

Máquinas cada vez mais produtivas, seguras, econômicas, estáveis, conectadas e inteligentes (graças ao uso de tecnologias embarcadas e algoritmos de machine learning), além de novos simuladores para treinamento de operadores com tecnologias de realidade virtual, parecem ser a tendência para o futuro das grandes fabricantes.

E essas fabricantes não param de inovar: a finlandesa Ponsse, que lançou o cabeçote H77 na edição 2014 da Expoforest, realizou agora o lançamento mundial de uma nova grua para seus forwarders, a K121, projetada para atender à demanda do mercado principalmente da América do Sul. Ela tem um aumento de levante de 22% e um torque de giro 45% superior às versões anteriores, além de uma garra 16% maior, apresentando maior produtividade, potência e capacidade de elevação. A Ponsse levou à feira 18 máquinas (em conjunto com a Timber Forest), realizando três demonstrações dinâmicas ao dia, e apresentou, além da K121: a plataforma Ponsse Manager; novos simuladores para harvesters de escavadeira, com ferramenta de realidade virtual; e melhorias estruturais nas máquinas para maior eficiência de combustível.

Já a principal novidade da John Deere, na Expoforest 2018, foi a 2144G, primeira máquina florestal construída pela John Deere fora das fábricas tradicionais e a primeira fabricada no Brasil. A 2144G foi pensada e projetada para o mercado brasileiro para atuar como carregador, harvester, processador ou garra traçadora – uma máquina multifuncional, versátil e robusta, com a maior força de giro de sua classe. A multinacional americana apresentou as quatro versões da máquina aos visitantes, além de toda sua linha de soluções para o mercado florestal.

Em seu estande, na área dinâmica da feira, a Komatsu Forest realizou demonstrações de máquinas como o harvester de pneus 931XC, com oito rodas, que oferece conforto ao operador, baixa compactação de solo, excelente manobrabilidade e estabilidade para operações em áreas declivosas. Superar o desafio dos terrenos declivosos é o que a Komatsu propõe, com diversas soluções como guinchos florestais apresentadas na feira. Outra novidade recente da companhia é a aquisição da sueca Oryx Simulators, visando ampliar o portfólio Komatsu de soluções florestais.

Representada por seus revendedores no Brasil, a PESA e a Sotreq, a Caterpillar apresentou na Expoforest toda a sua linha de produtos florestais. Ainda, a CAT levou à feira seus produtos da marca SEM, como as carregadeiras SEM618D e SEM638D, lançadas neste ano em todo o Brasil, além de novidades para silvicultura.

Em conjunto com a Tracbel, sua representante no Brasil, a Tigercat trouxe máquinas como o harvester de oito rodas 1185, o maior de sua categoria no mundo, capaz de carregar um cabeçote de corte de 2,5 toneladas, permitindo maior longevidade ao equipamento.

Outra novidade é o novo forwarder da PenzSaur, cujo diferencial é o projeto e a fabricação 100% brasileiros. A nova máquina (6×6, 14 toneladas) foi especificamente concebida para a realidade do mercado nacional.

Também foram apresentados na feira uma ampla gama de implementos florestais, especialmente cabeçotes de harvester e feller, com a entrada de novos players no mercado brasileiro, como Quadco e Southstar. As novidades incluem avanços no desgalhamento do eucalipto e a possibilidade de se processar múltiplas árvores simultaneamente em florestas de baixo VMI.

 

Silvicultura mecanizada

Conforme apontado no 4º Encontro Brasileiro de Silvicultura, a mecanização das operações silviculturais é uma tendência irrevogável para o futuro do setor. Visando alcançar o mesmo patamar de mecanização já estabelecido para a colheita e transporte de madeira, as fabricantes de máquinas e equipamentos especializados já estão trabalhando para superar um dos grandes desafios do segmento: a falta de máquinas purpose-built para a silvicultura mecanizada, suprida hoje pela adaptação de máquinas agrícolas. Limpeza de áreas, preparo de solo e plantio mecanizado são algumas das capacidades das novas máquinas do segmento.

“Vemos a mecanização das operações de silvicultura como um futuro promissor no Brasil e estamos animados com esta perspectiva. Estamos trabalhando para desenvolver novos modelos e máquinas para essas atividades, como nosso mulcher 480B com cabeçote Tigercat”, disse Grant Somerville, presidente da Tigercat.

No estande da Roman do Brasil, visitantes puderam conferir as soluções da J. Hartwich para silvicultura mecanizada: pulverizador de aplicação combinada em linha e entrelinha; aplicador mecanizado de formicida; fertilizador de cobertura; regador florestal; e plantadeira mecanizada com sistema de dosagem de adubo e de aplicação de gel concentrado. Ainda, a combinação de equipamentos resulta em soluções ainda mais versáteis, como o limpa trilho e cortador de ramos.

A CAT também também buscou apresentar novidades para silvicultura, preparo de solo e nivelamento de plantio anterior à colheita. “Destaque para o Trator de Esteiras D8T com arranjo florestal que inclui lâmina em ‘V’ e subsolador, que permite remover os tocos à frente e preparar o terreno ao mesmo tempo e com melhor produtividade”, disse o consultor de marketing de produtos florestais da CAT, Marcelo Antunes.

As plantadeiras da fabricante sueca Bracke também foram atrativos do estande da Roman do Brasil. Já a Savannah divulgou suas soluções para cultivo mínimo, como a linha de arados com levante pantográfico Eco-Til e o Bioforce (subsolador com lâmina V-Shear).

No preparo de solo, a Diamond Mowers, visando aumentar sua presença no mercado brasileiro, apresentou o skid-steer Rotary Mower, implemento frontal capaz de cortar árvores de até 26 cm de diâmetro.

E as inovações tecnológicas também se estendem às tecnologias para viveiros e mudas. Visando o fim da logística reversa dos tubetes, a Correia Neto apresentou uma inovação na Expoforest: o SIS BGC (Berço Germinador Compostável), nova tecnologia para produção de mudas que proporciona mais economia e velocidade aos viveiros, contemplando a produção do BGC, o embandejamento automático, germinação, expedição e plantio de mudas.

 

Frotas inteligentes

A evolução tecnológica não se restringe às máquinas purpose-built e tampouco às áreas de silvicultura e colheita. A busca por inovação também é propulsora do desenvolvimento no transporte de madeira e na gestão inteligente das frotas de veículos utilizados na operação. Tendências apontadas pelas grandes fabricantes presentes no evento (MAN, Mercedes, Scania, Volvo) é a busca por frotas mais sustentáveis, com redução no uso de combustível graças a inovações estruturais, maior segurança e conforto aos motoristas, maior tecnologia embarcada para gestão integrada da frota e telemetria dos parâmetros de operação.

Em suas vastas áreas na parte dinâmica da Expoforest, as fabricantes de caminhões apresentaram suas inovações e permitiram aos visitantes testar os veículos em primeira mão, realizando test drives na própria floresta. A MAN, estreante na feira, apresentou modelos como a linha Delivery, maior plataforma de carga do mercado para transporte de insumos (não madeira), e os caminhões Constellation 15.190 4×4 e Constellation 32.360.

A novidade apresentada pela Scania para madeira e celulose foi o Super Rodotrem R 620 6×4, equipado com motor V8, e recém-lançado pela marca. Inédito, o caminhão foi lançado para atender uma necessidade da cadeia com um novo conjunto de 11 eixos e capacidade de carga para até 91 toneladas. Outros quatro modelos foram expostos, atuando em diferentes fases do transporte – da operação na floresta ao escoamento do produto final.

Na Mercedes, o destaque ficou para o extrapesado Axor 3344 8×4 plataforma off-road para transporte de madeira, cuja primeira unidade foi demonstrada na Expoforest. Junto com o modelo Actros 2646 6×4, os caminhões estavam disponíveis para test drive atrelados a semirreboques para transporte de madeira. Força, robustez, resistência, baixo custo operacional, disponibilidade para o trabalho e elevado nível de conforto para o motorista são algumas das características dos veículos.

Em seu estande, a Volvo apresentou aos visitantes os modelos FMX, FH e VM e suas avançadas soluções em transmissão e motorização, com potência e torque otimizados para operação florestal. Equipado com caixa de câmbio Volvo I-shift Off Road (com opções de fábrica de 13 ou 14 marchas), o modelo FMX permite capacidade máxima de tração de até 300 toneladas em aplicações específicas.

Outras tecnologias apresentadas para o segmento incluem inovações estruturais em pisos móveis, fueiros e medidores de carga, assim como o sensor de fadiga da Elithium, solução de monitoramento de imagem e sistema de reconhecimento intuitivamente inteligente, com detecção e alerta de sonolência no começo e durante a condução.

 

Georreferenciamento e tecnologias inteligentes

Uma tendência clara para o futuro da indústria como um todo – e do setor florestal – é um aumento exponencial das ferramentas inteligentes e do gerenciamento de variáveis em grande escala (Big Data). O uso de tecnologias de Inteligência Artificial, algoritmos de machine learning e ferramentas de Analytics permitirá a gestão inteligente dos dados para redução de custos e aumento da produtividade florestal.

O georreferenciamento já é um passo essencial rumo às florestas do futuro. De acordo com as soluções apresentadas por fabricantes como a 14pix, Spectrum, Horus Aeronaves e WW Aeroagrícola, o uso de drones e VANTs, já em implantação no setor florestal, deve seguir se desenvolvendo com tecnologias como câmeras multi-espectrais e LiDAR.

Além dos céus, o setor florestal do futuro terá também um olho no espaço. A expositora Visiona Espacial apresentou na feira soluções como serviços de sensoriamento remoto orbital multiplataforma com constelação virtual de  29 sensores orbitais (radar e óptico) de observação da Terra para monitoramento florestal e um acervo integrado de imagens orbitais de alta e altíssima resolução espacial.

O mapeamento preciso e integrado das florestas plantadas é essencial para o desenvolvimento de plataformas inteligentes de gestão capazes de integrar todos os processos florestais. Por sua vez, os próprios softwares de gestão também estão evoluindo rapidamente, e grandes empresas do segmento, como a Trimble Forestry, Inflor, Hexagon e Imagem (distribuidora oficial da plataforma ArcGis no Brasil), divulgaram suas soluções na feira, abrangendo desde a silvicultura de precisão.

O futuro também parece promissor para as startups florestais da área de tecnologia, como a brasileira Treevia Forest Technologies e a estoniana Timbeter. A Treevia esteve presente com o sistema SmartForest, um SaaS (software as a service) de processamento de informações florestais que se conecta com sensores IoT (Internet das Coisas), permitindo o controle dos ativos florestais de forma automatizada, além da gestão, coleta, processamento e planejamento de inventários florestais de forma automatizada.

Já o aplicativo desenvolvido pela Timbeter para medição precisa de madeira tem visto um grande crescimento de downloads no mercado brasileiro (620% de 2016 a 2017). Recentemente, a Timbeter lançou uma nova versão do aplicativo mobile, ideal para companhias que medem toras de madeira dentro de contêineres e exportadoras de madeira de celulose. “A movimentação foi tamanha que mal tivemos tempo para comer. Essa é a feira mais incrível da qual já participamos”, disse o fundador e CEO da empresa, Vallo Visnapuu.

 

Melhoramento genético

Todas as evoluções previstas e apresentadas até o momento não seriam possíveis, é claro, se não houvesse avanços desde a fase de concepção das florestas – ou seja, diretamente no melhoramento genético das espécies plantadas. Isso inclui tanto desenvolvimento de novos clones para espécies já estabelecidas quanto o melhoramento genético para introdução de novas espécies no país, especialmente para produção de madeira nobre.

Na Expoforest, a ArborGen lançou novos clones de eucalipto em escala semi-operacional e novos clones de Pinus taeda. Ainda, a empresa lançou o projeto “Desafio da Máxima Produtividade” em parceria com a Produquímica, representando a junção entre genética e nutrição de plantas visando alta performance para a melhoria contínua do crescimento e rendimento do setor florestal.

Na área dinâmica da feira, a Kolecti Recursos Florestais realizou demonstrações de seus serviços, que incluem colheita e resgate de materiais genéticos, beneficiamento de sementes, polinização controlada, propagação vegetativa e instalação e medição de experimentos, tudo com o uso de equipamentos para trabalho em altura e profissionais especializados.

No segmento de madeiras nobres, a Bela Vista Florestal, empresa especializada em cedro australiano, apresentou novas mudas clonais desenvolvidas pela companhia e protegidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

 

Combate a ameaças

Para garantir a produtividade, é essencial combater as grandes ameaças aos plantios florestais, principalmente as pragas biológicas (insetos, fungos, nematoides, ervas daninhas etc.). A inovação no segmento de novas moléculas e soluções para combate a ameaças tende a priorizar operações mais sustentáveis, com menor toxicidade e embalagens biodegradáveis – além de georreferenciadas e projetadas para facilitar a aplicação mecanizada.

Uma das novidades foi apresentada pela Unibrás, trata-se do ATTA FLEX Costal GPS, ferramenta de gestão no controle de formigas cortadeiras que permite a rastreabilidade da atividade de aplicação de iscas formicidas ATTA MEX-S. A tecnologia inserida no equipamento costal de aplicação permite georreferenciar o caminhamento do operador no campo e as doses aplicadas, fornecendo informações precisas do local e do período de aplicação das iscas.

A tecnologia de aplicação do Mebio (formicida granulado em microembalagem biodegradável) foi o lançamento da Dinagro na feira. O invólucro protetor de iscas formicidas Dinagro-S tem características de alta taxa de permeabilidade ao oxigênio conferindo alta atratividade para as formigas cortadeiras e baixa taxa de permeabilidade ao vapor d´água.

Já a Atta Kill, empresa do Grupo Agroceres, apresentou duas novidades: o Mirex-S2, nova formulação com concentração de princípio ativo a 0,2% (33% menor que as tradicionais iscas de sulfluramida) e o programa Result, desenvolvido para a gestão das operações de controle das formigas cortadeiras, utilizando tecnologias operacionais modernas para resultados de máxima eficiência e menores custos por área controlada.

Contemplando outras ameaças, as gigantes multinacionais do setor de químicos marcaram presença na Expoforest com grandes demonstrações práticas na área dinâmica da feira. A Syngenta apresentou seu portfólio completo de soluções para o eucalipto do viveiro ao campo, com ênfase na divulgação do inseticida Match EC para combate à lagarta desfolhadora do eucalipto. Por sua vez, a FMC apresentou sua linha de inseticidas, herbicidas e nematicidas para cultura do eucalipto, enquanto a Bayer focou nas demonstrações do herbicida pré-emergente Esplanade, já aplicado em mais de 70 mil ha de floresta plantada no Brasil. A campanha “Bayer Florestas: caminho livre para a produtividade” levou os visitantes por um espaço demonstrativo da linha do tempo da floresta de eucalipto, da muda a uma árvore de 8 meses, com interação com os produtos Esplanade e Fordor 750 WG.

Na DowAgroscience, além do amplo portfólio de herbicidas florestais da empresa, o destaque ficou por conta do lançamento herbicida Míssil, um graminicida seletivo pós-emergente para cultura de eucalipto, pinus e acácia negra. O desenvolvimento de herbicidas pós-emergentes e a busca por menor toxicidade são tendências para o setor.

Outras soluções apresentadas pelos expositores, incluem a prevenção e controle das ameaças meteorológicas e incêndios florestais. As empresas de tecnologia AG Solve e Sigma Sensors levaram à Expoforest estações meteorológicas portáteis para fácil uso no campo, assim como softwares e plataformas para controle e análise dos dados coletados. Já a Sintecsys apresentou seu sistema de detecção automática de incêndios florestais, demonstrando aos visitantes o uso da plataforma integrada para o monitoramento das florestas.
Essas são apenas algumas das novidades, soluções e serviços apresentados durante a Expoforest 2018 – mas muito mais aconteceu nos três dias da feira florestal mais dinâmica de 2018. Para conhecer mais sobre as empresas participantes, confira a lista de expositores e suas áreas de atuação no site oficial do evento.

Escrito por Luciano Simão