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Subprodutos industriais que viram insumos

Presente em mais de 80 municípios mineiros, com cerca de 7 mil empregos diretos, a Celulose Nipo-Brasileira S.A. (CENIBRA) opera uma unidade industrial no município de Belo Oriente (MG), com duas linhas de produção de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto e capacidade instalada de um milhão e duzentas mil toneladas ao ano.

Nos últimos anos, a empresa implementou práticas de economia circular que vêm rendendo bons resultados. Subprodutos industriais são transformados em insumos para recuperar áreas degradadas, reduzindo o volume destinado ao aterro e contribuindo para restaurar solos improdutivos. A técnica utiliza composto orgânico, cinzas e resíduos do processo de limpeza de cascas para revitalizar áreas com baixa fertilidade.

O rejeito do processo de limpeza de cascas contribui para aprimorar a estrutura física do solo, favorecendo a aeração e a estabilidade dos taludes. Já as cinzas provenientes das caldeiras auxiliam na correção da acidez e enriquecem o solo com importantes macronutrientes, como potássio, cálcio e fósforo.

Após três anos de aplicação, análises registraram aumento de nutrientes essenciais, menor acidez e redução da compactação, criando condições ideais para o crescimento da vegetação. Áreas antes totalmente expostas agora apresentam cobertura consolidada e melhor preparação para o plantio de espécies nativas.

O reaproveitamento de subprodutos gera em torno de R$ 80 por tonelada e já proporcionou mais de R$ 8 milhões desde 2021. A prática também ampliou a vida útil do aterro da empresa em sete anos.

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