Segundo mostra o Relatório Anual da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), o Brasil segue sendo o maior exportador de celulose e o segundo maior produtor. É ainda o sétimo maior player no mercado global de papel e de painéis de madeira e nono em madeira serrada. O setor é responsável por outros diversos produtos renováveis, recicláveis e biodegradáveis, como embalagens, livros, móveis, tecidos e papéis sanitários.

Plantando 2,2 milhões de árvores por dia, o setor encerrou 2025 com 10,73 milhões de hectares de área produtiva. O Mato Grosso do Sul foi o principal vetor de expansão, com o crescimento de 222 mil hectares ocorrendo sobre áreas previamente antropizadas e pastagens degradadas. Paralelamente, estima-se que as empresas do setor conservem outros 7,15 milhões de hectares. Áreas de plantio e conservação são intercaladas pelo manejo florestal em mosaico, uma técnica sustentável que cria corredores ecológicos que protegem os recursos naturais e a biodiversidade.

A edição de 2026 do relatório também destaca os primeiros passos do setor de restauração florestal e silvicultura de espécies nativas, uma indústria nascente no Brasil e que hoje já soma 57,5 mil hectares de áreas em processo de regeneração. Como segmento que integra a Ibá, a silvicultura de nativas estrutura modelos de negócios inovadores focados na geração de créditos de carbono de alta integridade e na comercialização de produtos madeireiros e não madeireiros, dialogando diretamente com os compromissos climáticos brasileiros e as metas globais de redução de gases de efeito estufa.

A dimensão da economia chinesa ajuda a explicar a importância do tema para o setor de base florestal. Em 2025, o PIB da China alcançou 140,2 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 20,4 trilhões), com crescimento real de 5%. O país encerrou o ano com aproximadamente 1,405 bilhão de habitantes, dos quais 953,8 milhões viviam em áreas urbanas. No primeiro trimestre de 2026, a economia chinesa manteve crescimento de 5% na comparação anual.

No setor de produtos florestais, a dimensão do mercado chinês é ainda mais expressiva. Segundo dados da FAO, em 2024 a China respondeu por 34% do consumo mundial de papel e papelão e por 31% do consumo global de celulose para papel. O país também foi responsável por 41% do consumo mundial de painéis à base de madeira e por 20% do consumo de madeira serrada.

Os números da indústria chinesa de papel ajudam a dimensionar esse mercado. Em 2024, foram consumidos no país 136,34 milhões de toneladas de papel e papelão, crescimento de 3,56% em relação ao ano anterior, equivalente a um consumo médio de 96,83 kg por habitante. A produção chegou a 136,25 milhões de toneladas.

A demanda por fibras também é significativa. A indústria chinesa consumiu 124,15 milhões de toneladas de celulose em 2024, das quais 51,39 milhões de toneladas eram celulose de madeira, correspondendo a 41% do total. Desse volume de madeira, cerca de 25,44 milhões de toneladas foram provenientes de celulose importada.

A própria necessidade de importação evidencia a relevância da China para os produtores mundiais de celulose. Em 2024, o país respondeu por 41% das importações globais de celulose para fabricação de papel, segundo a FAO.

Para o Brasil, que possui uma das indústrias de celulose mais competitivas do mundo e vem ampliando sua participação no comércio internacional de produtos florestais, compreender o comportamento desse mercado é fundamental. A evolução do consumo chinês, as mudanças na indústria, os investimentos em tecnologia e produção, as relações comerciais e os novos padrões de competitividade podem gerar impactos importantes sobre toda a cadeia florestal.

A sexta edição da Expoforest, a maior feira florestal dinâmica do mundo, será realizada em Mogi Guaçu, entre 24 e 27 de agosto de 2027. A Malinovski, empresa promotora da Expoforest, fez o anúncio oficial no dia 03 de março, em evento na cidade de Mogi.

Como um dos maiores produtores mundiais de madeira de florestas plantadas, o Brasil é referência em produtos sólidos de madeira, celulose, papel, embalagens, tissue, biomateriais e uma infinidade de itens presentes no cotidiano de milhões de pessoas. São 10,7 milhões de hectares cultivados e 2,2 milhão de árvores plantadas diariamente (Ibá 2026). A silvicultura brasileira é a mais avançada do planeta, com as maiores taxas de produtividade.

É neste contexto que está a Expoforest – Feira Florestal Brasileira. Uma experiência imersiva, extremamente florestal, que traduz a dimensão desse setor gigante. Realizada dentro de uma floresta de eucaliptos, a feira promove demonstrações de operações reais, máquinas em plena atividade e tecnologia aplicada no campo. A Expoforest reúne profissionais do Brasil e do mundo em busca de inovação, conhecimento e das principais tendências que estão moldando o próximo passo da indústria florestal.

A Expoforest é o maior palco global de demonstrações operacionais do setor florestal. Reconhecida como a maior feira florestal dinâmica do mundo, ela acontece a cada quatro anos, dentro de uma floresta de eucaliptos, onde tecnologias são testadas em condições reais de operação.

A Expoforest entrega ação! Máquinas em plena atividade, sistemas de silvicultura em funcionamento, colheita mecanizada, transporte de madeira, produção de biomassa e soluções inovadoras que mostram, na prática, o avanço tecnológico da cadeia de base florestal. É uma imersão completa no que há de mais moderno, eficiente e sustentável na produção florestal mundial.

Na edição de 2023, em Guatapará/SP, a feira reuniu 235 expositores e mais de 35 mil visitantes em uma área de 200 hectares de floresta. Profissionais de 42 países, representando todos os continentes, passaram pela feira, evidenciando o caráter internacional e estratégico do encontro. A estimativa é que mais de R$ 1 bilhão em negócios tenham sido fechados ou prospectados durante o evento.

A Expoforest é um hub global de conexões, negócios e conhecimento. Um ambiente extremamente florestal onde empresas líderes, especialistas, investidores e tomadores de decisão se encontram para impulsionar a competitividade, a inovação e a sustentabilidade do setor florestal.

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) divulgou recentemente números relativos à produção brasileira de celulose em 2025. No ano passado, o Brasil alcançou a marca recorde de 29,4 milhões de toneladas, um crescimento de 6,9% em relação a 2024. No mesmo período, as exportações do produto também atingiram seu maior volume histórico, somando 20,7 milhões de toneladas, um aumento de 11,6%. Os dados integram o Relatório Anual da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), lançado em outubro deste ano.

O setor registrou uma receita bruta de R$ 249,4 bilhões no ano passado, o que representa 5% do PIB do agronegócio nacional. As exportações totais da cadeia florestal somaram US$ 14,9 bilhões, apesar do cenário internacional de grandes desafios econômicos e crises globais. Atualmente, a indústria mantém 710 mil postos de trabalho, além de gerar renda, direta ou indiretamente, a 3,8 milhões de pessoas em diversas regiões do Brasil.

“Mesmo em face de um cenário marcado pela complexidade, com o aumento das tensões geopolíticas, a continuidade de conflitos em diferentes regiões do mundo, o recrudescimento de medidas protecionistas desestabilizando cadeias globais de comércio, e o enfraquecimento dos mecanismos multilaterais, o setor mostrou, mais uma vez, sua resiliência e competitividade”, afirma Paulo Hartung, presidente da Ibá. “Os dados retratam uma indústria que segue ampliando sua contribuição para a economia nacional, atraindo investimentos, gerando emprego e oferecendo soluções concretas para os graves desafios ambientais dos nossos tempos.”

 

Crédito para foto: Eldorado

Segundo mostra o Relatório Anual da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), o Brasil segue sendo o maior exportador de celulose e o segundo maior produtor. É ainda o sétimo maior player no mercado global de papel e de painéis de madeira e nono em madeira serrada. O setor é responsável por outros diversos produtos renováveis, recicláveis e biodegradáveis, como embalagens, livros, móveis, tecidos e papéis sanitários.

Plantando 2,2 milhões de árvores por dia, o setor encerrou 2025 com 10,73 milhões de hectares de área produtiva. O Mato Grosso do Sul foi o principal vetor de expansão, com o crescimento de 222 mil hectares ocorrendo sobre áreas previamente antropizadas e pastagens degradadas. Paralelamente, estima-se que as empresas do setor conservem outros 7,15 milhões de hectares. Áreas de plantio e conservação são intercaladas pelo manejo florestal em mosaico, uma técnica sustentável que cria corredores ecológicos que protegem os recursos naturais e a biodiversidade.

A edição de 2026 do relatório também destaca os primeiros passos do setor de restauração florestal e silvicultura de espécies nativas, uma indústria nascente no Brasil e que hoje já soma 57,5 mil hectares de áreas em processo de regeneração. Como segmento que integra a Ibá, a silvicultura de nativas estrutura modelos de negócios inovadores focados na geração de créditos de carbono de alta integridade e na comercialização de produtos madeireiros e não madeireiros, dialogando diretamente com os compromissos climáticos brasileiros e as metas globais de redução de gases de efeito estufa.