De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL), a África do Sul está no radar da indústria brasileira de móveis como um mercado que vem passando por mudanças estruturais em seu padrão de consumo. É nesse contexto que a ABIMÓVEL e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) lançaram o “Estudo de Oportunidades para o Exportador Brasileiro de Móveis e Colchões – País-alvo: África do Sul”, oferecendo uma análise direcionada às empresas que buscam ampliar sua presença em um dos mercados mais pulsantes do continente africano.

O estudo revela como o reposicionamento do mercado sul-africano, em termos de demanda, preços, canais e perfil do consumidor, abre espaço para uma atuação menos baseada em volume e mais orientada a valor, diferenciação e design.

Maior economia da África Subsaariana, a África do Sul encerrou 2024 com um PIB de US$ 400 bilhões, posicionando-se como a 39ª economia do mundo. Cerca de um quarto do consumo local ainda é atendido por produtos importados. Esse espaço é ocupado, sobretudo, por itens que oferecem design integrado, qualidade construtiva, acabamento diferenciado e atributos ligados à sustentabilidade.

O comércio externo de móveis e colchões na África do Sul passou por ajustes relevantes no pós-pandemia. Entre 2020 e 2024, o volume importado caiu 12,4%, mas a recuperação recente é clara: somente entre 2023 e 2024, houve crescimento de 28,0%. Em valores, as importações avançaram 19,3% no período, refletindo tanto a recomposição da demanda quanto a elevação dos preços médios. Nesse cenário, o Brasil aparece como o sétimo maior fornecedor, com 2,1% de participação e em trajetória de crescimento tanto em valor quanto em volume, sinalizando espaço para consolidação.

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As novas tarifas globais do governo dos Estados Unidos, independente do país, trouxeram esperança para as empresas que exportam produtos de madeira para o país. O fato ocorreu após a decisão Suprema Corte dos EUA que derrubou taxação anterior de 40%, que prejudicou as exportações de madeira brasileira, deixando o produto menos competitivo em preço.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias, e de Marcenarias de Ponta Grossa (Sindimadeira), Álvaro Scheffer Júnior, explica que o momento é de cautela pela instabilidade nas decisões do presidente norte-americano, mas ao mesmo tempo otimista, considerando que a tarifa de até 15% deixa os produtos da madeira brasileira com o preço competitivo com outros países.

Scheffer Júnior comenta que a expectativa é muito positiva para que o cenário melhore e que pessoas sejam recontratadas, devido ao retorno das relações comerciais da indústria madeireira brasileira com os Estados Unidos.

“Embora haja incerteza no curto prazo, a perspectiva é favorável para a retomada das vendas externas, desde que as alíquotas se consolidem em patamares reduzidos”. Ele afirma que o Sindimadeira e a Federação das Indústrias do Paraná continuarão acompanhando os desdobramentos deste caso para informar o setor.

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