As florestas plantadas são a maior cultura agrícola de Minas Gerais. A silvicultura está pulverizada pelo estado. Dos 853 municípios mineiros, 811 deles desenvolvem a atividade. Minas detém 22% da área total de florestas plantadas no Brasil, que é de 10,3 milhões de hectares. É o estado com a maior área de florestas plantadas do Brasil. São 2,3 milhões de hectares.

Além de fornecer matéria-prima para celulose, papel e carvão vegetal, as florestas plantadas desempenham papel estratégico na agroindústria de Minas Gerais como fonte de energia e insumo produtivo, garantindo alimentos com qualidade e sustentabilidade na mesa dos consumidores.

“A madeira e seus derivados, especialmente o cavaco de eucalipto e a lenha, são utilizados como biomassa para geração de energia térmica em laticínios, granjas, frigoríficos, usinas de beneficiamento, fábricas de ração animal, entre outros”, diz a superintendente de Fomento Florestal da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Taiana Arriel.

O cavaco é usado no aquecimento de caldeiras, pasteurização do leite, secagem de grãos, esterilização de equipamentos e climatização de granjas, substituindo combustíveis fósseis e reduzindo emissões de carbono na atmosfera. No campo, é aplicado como cobertura de solo, no controle de erosão e na manutenção da umidade, beneficiando a produção agrícola e pecuária.

Outro uso importante está nas camas de animais em granjas, aviários e estábulos. O cavaco garante absorção, conforto térmico e higiene, melhorando o bem-estar e a produtividade de aves, bovinos e equinos. Também é empregado na produção de carvão vegetal industrial e no ajuste de caldeiras de carbonização, atendendo indústrias alimentícias que utilizam calor controlado.

 

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O professor titular aposentado da Universidade de Viçosa, Osvaldo Ferreira Valente, defende uma reflexão crítica sobre a necessidade de um ambientalismo de resultados, pautado em fundamentos científicos e ações práticas, em contraposição a abordagens ideológicas e meramente retóricas.

A partir de uma análise técnica e histórica da gestão ambiental no Brasil, ele enfatiza em seu artigo “Por um Ambientalismo de Resultados”, publicado no Boletim Técnico da SIF, a importância do planejamento racional, da aplicação efetiva do Código Florestal de 2012. O professor também critica a predominância de reações emocionais diante de eventos ambientais extremos e aponta para a necessidade de integrar ciência, gestão e sociedade para promover soluções consistentes.

Ele, que fez curso técnico em Mineração e Metalurgia, em 1961, cita um professor seu (Alberto Teixeira) que já naquela época defendia que o futuro da siderurgia brasileira deveria estar no uso do carvão vegetal. Nos anos 1960, porém, a produção de carvão vegetal, baseada no Cerrado, era insuficiente. Segundo Valente, seu professor acreditava que a oferta de carvão vegetal poderia ser resolvida por duas razões: a primeira é que o eucalipto, de rápido crescimento, estava sendo introduzido no Brasil, com incentivo da Ferrovia Paulista. A segunda razão era a recente criação, em Viçosa, do curso de Engenharia Florestal, da então Escola Nacional de Florestas.

“No final de minha vida acadêmica eu tive a oportunidade de ajudar na criação da área de energia da madeira do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa, onde o carvão vegetal era o destaque”, lembra ele.

O professor Valente defende que o carvão vegetal é um recurso renovável e produzido com tecnologias não poluentes. “Além disso, as florestas plantadas para tal são capazes de sequestrar o gás carbônico, neutralizando o processo de produção e uso. O mesmo não acontece com o carvão mineral”, afirma.

Foto: Divulação/Cursos CPT

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A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais passou a divulgar, a partir do ano passado, a cotação do carvão vegetal produzido de florestas plantadas de eucalipto no estado. A ação é realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e atende a uma demanda do setor da agroindústria florestal.

O objetivo da divulgação é subsidiar o segmento com série histórica dos preços do carvão vegetal para contribuir na tomada de decisões, negociações do segmento e fortalecer o setor produtivo, formado em mais de 60% por pequenos e médios produtores rurais.

Os valores são coletados de forma direta na fonte onde são emitidas as notas fiscais, processados de forma autônoma pela Seapa e conferidos com os levantamentos realizados pelas unidades regionais da Emater-MG das mesorregiões alvo. A cotação é publicada mensalmente no site da Secretaria de Agricultura.

Foram definidas para a divulgação as mesorregiões que possuem a atividade florestal produtiva e de produção de carvão vegetal mais expressivas no estado: Central Mineira, Jequitinhonha, Metropolitana de Belo Horizonte, Norte de Minas, Centro-Oeste, Zona da Mata e Noroeste.

 

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