O mercado global de caldeiras industriais mantém uma trajetória consistente de crescimento. A modernização dos parques industriais, que buscam maior eficiência energética e menor impacto ao meio ambiente são os principais motivos.

De acordo com projeções da Fortune Business Insights, o mercado global de caldeiras industriais foi avaliado em US$ 17,44 bilhões em 2025. Projeta-se que o mercado cresça para US$ 18,08 bilhões em 2026 e atinja US$ 24,09 bilhões em 2034.

Quando focamos em cadeiras a biomassa, a Verified Market Reports indica que na América Latina, em 2024 o mercado foi estimado em US$ 598,1 milhões e pode chegar a US$ 927,4 milhões até 2030.

O Brasil lidera o mercado latino-americano de caldeiras a biomassa, respondendo pela maior participação regional. As cadeiras movidas a biomassa movimentaram no mercado brasileiro aproximadamente US$ 309,3 milhões em 2024. As projeções são de crescimento de 7,5% ao ano até 2030, atingindo cerca de US$ 471,9 milhões.

No Brasil, a Região Sul concentra importantes indústrias fabricantes de caldeiras a biomassa e representantes de marcas sólidas neste segmento. A solução é muito bem-vista em segmentos industriais que atuam com madeira de árvores cultivadas, como painéis, celulose e papel, dado a oferta de combustível.

A sexta edição da Lignum Latin America, que será realizada em setembro, é novamente uma grande oportunidade para fabricantes, fornecedores e consumidores de caldeiras industriais fazerem negócios, buscando redução de custos operacionais e eficiência produtiva.

 

Participe da Lignum Latin América 
O mais completo evento da cadeia produtiva da madeira.
Data: 15 a 17 de setembro de 2026
Local: Expotrade Convention Center, região metropolitana de Curitiba (Pinhais) – PR
Saiba mais em: www.lignumlatinamerica.com

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia anunciado recentemente trouxe ânimo a diversos segmentos industriais brasileiros, principalmente àqueles afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos, como o da madeira, por exemplo. Apesar disso, outra questão ainda pode ser um obstáculo para empresas que desejem ter a Europa como destino para seus produtos, o Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR).

No dia 17 de dezembro o Parlamento Europeu aprovou mais um adiamento da aplicação e a simplificação do EUDR.

A Coalition on Sustainable Timber (Coalizão para Madeira Sustentável) reúne alguns dos principais países produtores de madeira do mundo, entre eles o Brasil, representado no grupo pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). Esta coalizão é responsável por acompanhar e discutir os impactos do EUDR no mercado global. A participação da Abimci garante a presença da indústria brasileira nas discussões internacionais, contribuindo com dados técnicos, análises e posicionamentos que defendem condições justas e equilibradas de acesso ao mercado europeu para os produtos de madeira processada.

De acordo com a Abimci, o processo de revisão e adiamento abre uma janela importante para que as cadeias produtivas se preparem, organizem documentações e ajustem processos. “A Abimci continuará monitorando o tema e defendendo uma readequação da classificação de risco do Brasil, hoje enquadrado como padrão, para a categoria de baixo risco”, disse a entidade em comunicado.

 

Participe da Lignum Latin América 
O mais completo evento da cadeia produtiva da madeira.
Data: 15 a 17 de setembro de 2026
Local: Expotrade Convention Center, região metropolitana de Curitiba (Pinhais) – PR
Saiba mais em: www.lignumlatinamerica.com

A Faculdade de Ciências Florestais da Universidade Nacional de Misiones (UNaM), em parceria com a Federação Argentina da Indústria Madeireira e Afins (FAIMA), lançou a Pesquisa Florestindustrial Semestral, iniciativa do Observatório de Monitoramento da Indústria da Madeira e do Móvel.

Criado para suprir a histórica carência de dados estatísticos atualizados e confiáveis do setor florestal e da indústria da madeira na Argentina, o observatório tem como objetivo fortalecer a análise, o planejamento e a tomada de decisões nos âmbitos produtivo, acadêmico e governamental.

A pesquisa irá levantar informações estratégicas sobre a estrutura produtiva das indústrias, consumo e origem da matéria-prima, capacidade instalada, nível de atividade, adoção tecnológica, emprego, certificações, mercados e principais desafios enfrentados pelo setor. O levantamento será realizado semestralmente, com divulgação dos resultados cerca de dois meses após o fim da coleta de dados, por meio do Boletim Florestindustrial Semestral.

A iniciativa faz parte de uma ação conjunta da Universidade de Misiones e instituições florestais e madeireiras das regiões de Misiones e Corrientes. Além de apoiar políticas públicas e a competitividade do setor, o observatório também promove a cooperação institucional e a formação de profissionais, envolvendo estudantes e graduados em atividades de coleta e análise de dados.

Todas as empresas que trabalham com madeira na Argentina foram convidadas a participar. As informações serão tratadas de forma confidencial e utilizadas exclusivamente para fins estatísticos, garantindo dados que agreguem valor ao conjunto do setor.

Foto: FAIMA

 

Participe da Lignum Latin América
O mais completo evento da cadeia produtiva da madeira.
Data: 15 a 17 de setembro de 2026
Local: Expotrade Convention Center, região metropolitana de Curitiba (Pinhais) – PR
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A silvicultura pode ser uma grande oportunidade de negócio para pequenos e médios produtores rurais mineiros. A atividade alia renda, segurança produtiva e sustentabilidade.

De acordo com o Plano Estadual Agrícola de Florestas Plantadas de Minas Gerais (PEAF), Minas Gerais é o estado com a maior área de florestas plantadas do Brasil, com cerca de 2,3 milhões de hectares cultivados, presentes em mais de 800 municípios. Mais da metade desses plantios pertence a pequenos e médios produtores, o que mostra que a atividade é viável, acessível e estratégica para quem está no campo.

O plantio de árvores para fins comerciais, como eucalipto e pinus, permite ao produtor diversificar a renda, aproveitar áreas degradadas ou de baixa aptidão agrícola, reduzir riscos climáticos e acessar mercados consolidados, como os de madeira, carvão vegetal, celulose, biomassa, construção civil e até créditos de carbono.

O PAEF contém informações importantes sobre linhas de crédito específicas, apoio técnico, programas de regularização ambiental e políticas públicas voltadas ao fomento do setor.

 

Participe da Expo Minas Florestal – A Feira Mineira da Indústria Florestal

Data: 19 a 21 de maio de 2026

Local: Sete Lagoas – MG

Saiba mais em: www.expominasflorestal.com.br

A silvicultura entrou em uma nova fase em Minas Gerais, a partir de 2025. A deliberação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) que classifica a atividade como de potencial poluidor/degradador considerado pequeno, desburocratizou enormemente o plantio florestal. A mudança estabelecida pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) possibilitou que o licenciamento ambiental em Minas Gerais se dê por modalidade simplificada.

 

A alteração faz com que Minas Gerais se adeque à Lei Federal nº 14.876, de 31/5/2024, que excluiu a silvicultura do rol de atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais.

 

A exclusão da silvicultura dessa categoria se deu em função do entendimento de que se trata de uma atividade agrícola sustentável e benéfica ao meio ambiente. Desta forma, a decisão mais plausível seria pela simplificação dos procedimentos para o licenciamento ambiental.

 

A silvicultura é uma solução clara para um importante segmento da economia mineira: a metalurgia. O plantio de árvores para produção de madeira é a garantia de matéria-prima sem o problema ambiental gerado por desmatamentos e produção ilegal de carvão.

 

Participe da Expo Minas Florestal – A Feira Mineira da Indústria Florestal

Data: 19 a 21 de maio de 2026

Local: Sete Lagoas – MG

Saiba mais em: www.expominasflorestal.com.br

De acordo com a Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), o setor de florestas plantadas no estado fechou o período de janeiro a novembro de 2025 com 1.018 empregos formais gerados. O número é 5% superior ao registrado no mesmo período de 2024, indicando aquecimento na atividade florestal.

Os dados foram retirados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e mostram que 1.690 profissionais atuam no segmento de florestas plantadas em Mato Grosso.

O cultivo de teca é a atividade que mais emprega no setor de florestas plantadas em Mato Grosso. São 605 postos, o que corresponde a 36% do estoque mensal de empregos aferido em dezembro de 2025. Em seguida, estão o cultivo de eucalipto (488 empregos; 29% do total) e o cultivo de mudas em viveiros florestais (330 postos; 20% do total).
Dois setores se destacaram na geração de empregos. Tanto o cultivo de mudas em viveiros florestais quanto a colheita de madeira em florestas plantadas registraram um saldo positivo de 22 postos. “As mudas sinalizam que o investimento no futuro do reflorestamento continua sendo feito, e a extração de madeira nos mostra que muitos produtores já estão colhendo suas safras”, pontuou presidente da Arefloresta, Fausto Takizawa.