Presente em mais de 80 municípios mineiros, com cerca de 7 mil empregos diretos, a Celulose Nipo-Brasileira S.A. (CENIBRA) opera uma unidade industrial no município de Belo Oriente (MG), com duas linhas de produção de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto e capacidade instalada de um milhão e duzentas mil toneladas ao ano.
Nos últimos anos, a empresa implementou práticas de economia circular que vêm rendendo bons resultados. Subprodutos industriais são transformados em insumos para recuperar áreas degradadas, reduzindo o volume destinado ao aterro e contribuindo para restaurar solos improdutivos. A técnica utiliza composto orgânico, cinzas e resíduos do processo de limpeza de cascas para revitalizar áreas com baixa fertilidade.
O rejeito do processo de limpeza de cascas contribui para aprimorar a estrutura física do solo, favorecendo a aeração e a estabilidade dos taludes. Já as cinzas provenientes das caldeiras auxiliam na correção da acidez e enriquecem o solo com importantes macronutrientes, como potássio, cálcio e fósforo.
Após três anos de aplicação, análises registraram aumento de nutrientes essenciais, menor acidez e redução da compactação, criando condições ideais para o crescimento da vegetação. Áreas antes totalmente expostas agora apresentam cobertura consolidada e melhor preparação para o plantio de espécies nativas.
O reaproveitamento de subprodutos gera em torno de R$ 80 por tonelada e já proporcionou mais de R$ 8 milhões desde 2021. A prática também ampliou a vida útil do aterro da empresa em sete anos.
O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, anunciou no dia 15 de janeiro, o Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal de Goiás e Suas Vantagens Competitivas. De acordo com o governo estadual a iniciativa organiza ações para ampliar a base florestal, estimular novos empreendimentos e consolidar o estado como destino atrativo para investimentos, com destaque para papel e celulose.
“Goiás tem condições de liderar uma nova fronteira florestal no Centro-Oeste, com produção sustentável, segurança jurídica e ambiente favorável para quem quer gerar emprego e renda”, afirmou o vice-governador. “Nosso estado reúne localização estratégica, segurança e capacidade produtiva para crescer com sustentabilidade e transformar potencial em oportunidade, com geração de emprego e renda”, completou ele.
Ainda segundo o governo, a proposta aponta demanda crescente por produtos de base florestal, como biomassa de eucalipto, em cadeias já fortes na economia goiana, além de oportunidades ligadas ao mercado global, impulsionado pelo avanço de embalagens sustentáveis e pelo aumento do consumo de papel em países asiáticos.
O plano também considera a necessidade de suprimento para a construção civil e para segmentos que utilizam energia térmica em processos industriais.
Os levantamentos mais recentes indicam uma área plantada próxima de 130 mil hectares no estado. Mais de 90% do total são plantios de eucalipto. Apesar de pequena, comparada com outros estados da federação, a área com florestas cultivadas em Goiás vem apresentando crescimento nos últimos anos.