Ano após ano, o setor brasileiro de árvores cultivadas vem apresentando resultados expressivos. Em 2024, a área total destinada ao plantio de árvores para fins industriais no país alcançou 10,52 milhões de hectares, um aumento de 2,8% em comparação a 2023, de acordo com o Relatório Anual da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

Os plantios florestais concentram-se nos estados de Minas Gerais (MG), Mato Grosso do Sul (MS), São Paulo (SP), Paraná (PR) e Santa Catarina (SC), todos com áreas superiores a 1 milhão de hectares.

Do ponto de vista estadual, Minas Gerais é o maior produtor de eucalipto, com 2,2 milhões de hectares, aproximadamente 27% da área total cultivada no país, graças, principalmente, a uma longa tradição na produção de carvão vegetal na região.

De acordo com o Relatório Anual da Ibá, o setor siderúrgico e produtores de carvão vegetal possuem 10% de todo o plantio florestal para fins industriais no Brasil, o equivalente a 1,05 milhão de hectares.

 

Foto: Sindifer/MG

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A CENIBRA anunciou a aquisição de participação em duas companhias brasileiras que atuam no cultivo de mogno africano em Minas Gerais. A operação foi realizada por meio da controladora japonesa Oji Holdings Corporation e integra a estratégia global da companhia de expandir a atuação florestal sustentável e contribuir com metas ambientais de longo prazo.

Com a transação, a CENIBRA passa a deter 80% das ações da Mogno Das Alterosas Investimentos Florestais S.A. (MDA) e 45% da Mamoneira Agropastoril S.A., ambas localizadas em Natalândia (MG). As empresas possuem uma área apta para plantio de aproximadamente 9 mil hectares, dedicada ao cultivo do mogno africano. A madeira nobre é muito valorizada nos mercados internacionais, especialmente nos segmentos de móveis de luxo, instrumentos musicais e interiores automotivos de alto padrão.

A iniciativa está alinhada à “Visão Ambiental 2050” da Oji Holdings, que prevê a redução de 50% das emissões de gases de efeito estufa até 2040 (em relação aos níveis de 2018), além de aumentar significativamente a capacidade de sequestro de carbono por meio de plantações florestais. As condições de solo e clima do Brasil tornam a região estratégica para acelerar a fixação de carbono e garantir o fornecimento sustentável de madeira de alto valor agregado.

Foto: Divulgação/Cenibra

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De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a celulose ocupou o oitavo lugar no ranking das exportações totais do país em 2024, com 19,7 milhões de toneladas, que geraram US$ 10,6 bilhões. Os números fazem parte do relatório da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2024, divulgado pelo IBGE.

O segmento de madeira em tora para papel e celulose permanece com tendência de alta, atingindo o valor de R$ 14,9 bilhões. “O Brasil é, hoje, o maior produtor e exportador de celulose. Em 2024, a produção de madeira em tora para papel e celulose foi recorde, atingindo 122,1 milhões de metros cúbicos. O segundo maior foi em 2023, com 113 milhões de metros cúbicos. É um recorde atrás do outro, de 2019 em diante”, destaca o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes.

A participação dos produtos madeireiros segue preponderante no setor da silvicultura, representando 98,3% do valor da produção florestal. Em comparação com 2023, o conjunto dos produtos madeireiros com origem em áreas plantadas para fins comerciais registrou aumento de 17,4% no valor da produção, enquanto naqueles decorrentes da extração vegetal o aumento foi de 15,4%.

Entre os produtos madeireiros da silvicultura, houve registro de crescimento do valor da produção em todos os grupos, sendo mais acentuado na madeira destinada à fabricação de papel e celulose, que aumentou 28%. O valor da produção da madeira em tora para outras finalidades cresceu 17,9%; do carvão vegetal subiu 6,3%; e da lenha alcançou 7%.

De acordo com dados do IBGE, o município de General Carneiro, no Paraná, manteve a liderança em 2024 no ranking brasileiro de valor bruto da produção (VBP) da silvicultura. Com um aumento de 10,3% em relação a 2023, a cidade alcançou um total de R$ 637,2 milhões no ano passado, gerados pela silvicultura. O destaque em General Carneiro é a produção de madeira em tora para outras finalidades (exclui-se papel e celulose), que teve o volume de produção aumentado em 6,3%, em relação a 2023, gerando um incremento de 11,7% no valor de produção, que atingiu R$ 420,6 milhões.

Três Lagoas (MS) passou de sexto para segundo município no ranking de valor da produção da silvicultura, com R$ 579,2 milhões, sendo destaque na produção de madeira em tora para papel e celulose, com 5,6 milhões de m3, gerando R$ 567,00 milhões, um crescimento de 159,6% e que corresponde a 98,1% do valor da produção da silvicultura no município.

João Pinheiro (MG), terceiro principal município em valor da produção da silvicultura, gerou R$ 456,1 milhões, sendo destaque na produção de carvão vegetal, com 330 mil toneladas em 2024. Neste caso houve queda, de 24,4% em termos de quantidade, na comparação com o ano anterior. O valor da produção também foi reduzido em 18,1%, gerando R$ 429,6 milhões em termos nominais.