No coração da Mata Atlântica, uma descoberta recente revelou a maior árvore já registrada na Região Sudeste do Brasil. Com 50 metros de altura, o imponente jequitibá-rosa (Cariniana legalis) foi encontrado na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Macedônia, uma unidade de conservação em Ipaba (MG), administrada pela CENIBRA.

A descoberta é um marco significativo para o bioma Mata Atlântica e reforça a importância da proteção e da preservação ambiental. Em um cenário onde os incêndios florestais têm devastado grandes áreas verdes em todo o país, o Jequitibá torna-se um símbolo de sobrevivência.

Inicialmente, a árvore foi avistada por imagens de satélite. O que chamou a atenção foi o destaque da sua copa, com mais de 700 metros quadrados – equivalente a sete quadras de vôlei juntas – que projetava uma grande sombra sobre as outras árvores.

“Quando observamos a imagem de satélite, ficou claro que estávamos lidando com uma árvore monumental”, relata Jacinto Lana, especialista da coordenação de Gestão Ambiental da CENIBRA.

Uma equipe multidisciplinar foi organizada para investigar a descoberta e com o auxílio de drones e da tecnologia LiDAR (Light Detection and Ranging), a altura de 50 metros foi confirmada. Essa tecnologia utiliza lasers para medir distâncias, o que permite ver detalhes do solo e das árvores, mesmo em áreas densamente florestadas.

Dados divulgados no Relatório Ibá de 2024 dão conta de que o valor bruto da produção do setor de árvores cultivadas alcançou R$ 202,6 bilhões em 2023. A cifra representa um crescimento anual composto (CAGR) de 3,2% nos últimos dez anos.

Ainda de acordo com o documento, a representatividade da cadeia produtiva florestal no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi de 0,9%. A produção florestal representou, em 2023, 4,2% do PIB agropecuário e 4% do PIB da indústria de transformação. Nos componentes da demanda brasileira, apresentou uma participação de 1,9% no consumo intermediário e de 0,5% no consumo das famílias por produtos florestais, incluindo a formação bruta de capital.

No que tange às pautas de produção e importação, a cadeia produtiva de árvores cultivadas alcançou, em 2023, participações de 1% e 0,4%, respectivamente. Mesmo frente a um cenário global desafiador, marcado por flutuações nos preços das commodities, ajustes de estoque pós-pandemia e uma demanda global volátil, o setor brasileiro apresenta alta competitividade global e seguiu com exportações robustas, alcançando US$ 12,7 bilhões. Esse é o segundo melhor desempenho de exportação dos últimos dez anos, com um crescimento anual composto (CAGR) de 4,5% no período. Além disso, o setor contribuiu com 3,9% das exportações nacionais, desempenhando um papel importante no cenário econômico do país.

O Brasil segue como o maior exportador de celulose do mundo, tendo exportado aproximadamente US$ 1,5 bilhão a mais que os Estados Unidos, segundo colocado. A celulose manteve se como o principal produto de exportação do setor de base florestal, representando 63% do total exportado.

Em uma transação de US$ 110 milhões, a Suzano concluiu no primeiro dia de outubro a aquisição de duas fábricas da Pactiv Evergreen, localizadas nos estados de Arkansas e Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

As unidades de Pine Bluff e Waynesville, que produzem papel-cartão para embalagens de líquidos e copos de papel, adicionam aproximadamente 420 mil toneladas integradas de papel-cartão à capacidade anual de produção da Suzano. A companhia brasileira se torna, dessa forma, uma grande fornecedora nos Estados Unidos de papéis utilizados na produção de Liquid Packaging Board, material amplamente difundido no mercado alimentício norte-americano, além de possibilitar a ampliação de sua posição de fornecedora no segmento de copos de papel.

“Queremos aumentar a escala de nossas operações para atender à crescente demanda global por embalagens de papel. Nosso histórico bem-sucedido de incorporação de ativos nos dá confiança de que conseguiremos ampliar a eficiência operacional, a escala de produção e os parâmetros de segurança dessas unidades, abrindo novas possibilidades para os colaboradores e colaboradoras dessas unidades e impactando positivamente as comunidades de Pine Bluff e Waynesville”, afirmou o vice-presidente executivo de Papel e Embalagens da Suzano, Fabio Almeida.