Diversos estados do Brasil estão se mobilizando para prevenir e combater incêndios florestais. As associações de base florestal contribuem significativamente com as campanhas e algumas das empresas associadas possuem brigadas próprias, altamente preparadas para adversidades.

Na Bahia, a ABAF conta com o apoio de diversas instituições, como Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, Federação da Agricultura da Bahia (Faeb), Associação dos Produtores Irrigantes da Bahia (Aiba) e Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema), que lidera o “Programa Bahia Sem Fogo” (BSF) e o Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Bahia.

A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) criou a campanha “Queimar te Queima”, que alerta para o perigo de pequenas queimadas intencionais, para limpar áreas ou acabar com lixo, e que podem se transformar em grandes desastres.

No Paraná, a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) faz anualmente campanha em parceria com diversos órgãos e instituições do estado. Em 2023 o slogan escolhido foi “Não temos tempo a perder. Precisamos evitar os incêndios florestais agora”.

A Associação Catarinense de Empresas Florestais tem o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina como principal instituição parceira. A associação mantém um vídeo permanente no próprio site que alerta para a prevenção e perigos dos incêndios florestais.

Com o tema “Prevenir é combater”, a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore/MS) e as empresas associadas, tem parceria do Sistema Famasul e Senar/MS, e apoio do Governo de MS, Corpo de Bombeiros Militar e Ibama, na 12ª Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios.

Com a passagem do Dia do Trabalho alguns relatórios sobre emprego foram divulgados por instituições ligadas ao setor florestal brasileiro. Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), o setor gera 2,6 milhões de empregos, entre diretos e indiretos no país. Em 2022, considerando apenas os empregos diretos, foram 663 mil postos de trabalho. Um aumento de 8% em relação a 2021 (614 mil).

Em Santa Catarina, de acordo com levantamento da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), o total de empregos do setor de base florestal plantada é de aproximadamente 16% do total nacional, o equivalente a 103 mil empregos. A maior participação é no segmento madeireiro, com 44% do total estadual (45 mil empregos), seguido pelo grupo de móveis de madeira (28%), celulose & papel (21%) e florestal (7%).

Dados da Florestar São Paulo dão conta que em 2022 o estado foi responsável por 25% dos empregos do setor florestal no Brasil, 174.049 postos. Entre os segmentos do setor, o que mais empregou no estado foi o de papel.

No Rio Grande do Sul, uma apuração da Ageflor, que consultou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged 2022) indicou 66.889 empregos diretos gerados a partir de florestas plantadas do estado. No setor industrial, destaque para a produção moveleira, que gera 30.817 empregos.

Em Mato Grosso do Sul, a indústria de transformação, os transportes e o setor florestal foram destaque na geração de empregos em março. O estado fechou um saldo positivo de 4.197 postos de trabalho. Os dados são da Carta de Conjuntura da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), elaborada com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego). A Produção Florestal foi responsável por 510 novos postos de trabalho formal no período.

Segundo o Inpe, no total, foram registrados 17.182 incêndios nos primeiros quatro meses do ano.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, esse aumento está diretamente relacionado aos efeitos das mudanças climáticas.

As mudanças climáticas são um dos principais fatores para o aumento dos incêndios. As temperaturas mais altas ressecam a paisagem e ajudam a criar o ambiente perfeito para incêndios florestais mais extensos e mais frequentes.

As imagens de satélite do Inpe apontam um aumento significativo de 81% de queimadas em comparação com o mesmo período de 2022, marcando um recorde desde que os registros começaram em 1998.

O Ministério do Meio Ambiente destaca que esses incêndios estão sendo acentuados não apenas pelas mudanças climáticas, mas também pelo fenômeno do El Niño, que está sendo considerado um dos mais intensos da história.